quarta-feira, 20 de maio de 2009

A Não-Linearidade

Quem diria os caminhos que a literatura ia tomar. Pensar uma obra literária, construída fora de um plano linear e de uma continuidade lógica e racional, é incrível. Finalmente, estamos nos distanciando dos limites e dos grilhões da lógica sequencial. O hipertexto rompeu com as limitações da linearidade textual e o mundo digital deu um novo significado a literatura. Estar livre para criar, estar livre para ordenar: tudo isso é fascinante para mim.
Breton888

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terça-feira, 12 de maio de 2009

Arte no Mundo Virtual

Durante séculos a circulação de obras dependia exclusivamente da impressão de monarcas e, mais recentemente, do mercado editorial. A recepção da arte era verificada pelo valor culto e de exposição. Desse modo, as obras eram consideradas arte dependendo dessas impressões e somente a partir delas eram lançadas no mercado. Era muito baixo o volume de obras que circulavam sem o crivo editorial.
Com o uso da tecnologia eletrônica a circulação de obras torna-se muito mais fácil. Além disso, com a reprodutibilidade técnica, as obras perdem a singularidade, deixam de ser únicas e passam a ser percebidas de maneira diferente. Ora, as obras que circulam no meio virtual, em geral, perdem sua autenticidade e passam a circular sem muitos critérios, mas ao mesmo tempo, permitem que muitas idéias e críticas sejam disseminadas.
Desse modo, a arte no mundo virtual traz uma nova forma de pensamento em relação à propriedade intelectual e ao conceito de plágio.
Para alguns artistas, esse tipo de arte tem possibilitado marcar uma nova identidade e criticar o discurso dominante.
Meireles

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quinta-feira, 7 de maio de 2009

QUEREM MINHA LICENÇA? DOU-LHA!!!

Quando iniciei meus tímidos passos pelas veredas insondáveis da poesia, jamais imaginava os rumos que a arte poética viria a tomar. Minha alma em cinzas buscava, apenas, refúgio para suas dores no universo maravilhoso e nostálgico do sonho. Durante minha existência, eram os textos literários embargados, sim, de uma aura sagrada que jamais se acreditava poder ser modificada. Manusear as páginas de um livro muitas vezes já puído pelo tempo tinha algo de ritualístico e sedutor, como um transportar-se de uma semi-vida para a existência completa num plano ficcional em que as dores não cessavam de todo; ao contrário, tornavam-se divinas. Porém, hoje, mais de setenta anos após minha estada sobre a terra, percebo que nem tudo mudou...É-me irônica a consciência de que, mesmo após décadas e décadas de suposta evolução, os homens continuam com as mesmas dores e os mesmos conflitos interiores a lhes abrasarem a alma como faziam comigo. E tudo o que almejo é que minha voz se dissemine, mesmo após minha morte, para que outros encontrem em minhas mágoas as suas próprias e, talvez, também, algum bálsamo que lhes alivie a dura pena de viver. Por isso, é-me profundamente prazeroso perceber como os meios a que hoje chamam "digitais" disseminam e democratizam minha obra. Embora por instrumentos diferentes daqueles que se usava em minha época, toda minha vida posta em versos, bem como a daqueles que me precederam e vieram depois de mim circula livremente pelas malhas da virtualidade, esperando ser contemplada, discutida, questionada... Perguntam-me, agora, se penso na possibilidade de meus textos perderem sua sacralidade? E eu lhes respondo: seu valor - se é que existe algum -, para mim, reside também em sua circulação. A isso me dediquei e nisso me apego. Que sejam lidos por todos, compreendidos por alguns, talvez respeitados por nenhum...porém que sejam lidos!!!!Espanca16

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A obra de arte na era digital

Com o advento da internet, aumenta, nos últimos anos, a preocupação com a esfera da autenticidade da obra de arte. A tentativa de valorar e reafirmar seus princípios fundados na tradição como condição primeira de perpetuá-la é seguida também do conceito de áurea. Essa atualização é permitida graças à evolução tecnológica que acompanha os grandes períodos históricos, possibilitando uma leitura mais perceptível da obra de arte, saindo do âmbito individual de apreciação ritualística para o âmbito coletivo e político. O seu fundamento teológico, de um valor de culto, passa a ter um valor de exposição.
No caso específico da literatura, a tentativa de fundi-la com a internet se torna, para muitos, uma obsessão. O uso de ferramentas digitais pode não somente divulgar os textos de forma linear, como também revolucionar o próprio ato de narrar. Partindo desse contexto, surge uma dúvida ligada à tradição: seria possível, então, trilhando esse caminho, chegar a uma obra prima? Tal questão pode intrinsecamente estar ligada à idéia de áurea, e, sua resposta pode ter um direcionamento muito simples, chavão até, que é o de que o objeto texto, independentemente do seu meio de divulgação, jamais se tornará obsoleto, ou seja, nada pode impedir que novas formas de contar histórias ganhem vida própria, sem necessariamente excluir as já existentes.
O aparecimento das novas tecnologias da informação talvez seja o que permite uma melhor classificação e reorganização do trabalho artístico. Quanto à literatura, por exemplo, o que existe é uma LITERATURA como um todo, e não especificamente uma literatura digital e outra não digital. O digital funcionaria assim como mais um apoio para a sua divulgação, arquivamento, editoração, leitura, consulta, análise, transformação em discurso interativo e inclusive para a sua comercialização, independentemente de seu valor estético ou não. A sua exposição no meio digital é que, através de uma seleção temporal, possibilitará sua auto-afirmação como boa ou ruim, isso poderá definir ou excluir sua áurea e o seu caráter ritual. A intenção grega de definir e estabelecer valores eternos para uma determinada obra será acompanhada não mais apenas pela apreciação de um grupo elitista, mas pelo processo de democratização
Acredito na possibilidade de emancipação da obra de arte, que sairá cada vez mais de seu contexto ritual através da facilidade da exposição. Os valores, os conceitos nunca foram e jamais serão estanques, visto que o aparelho possibilita ao homem contemporâneo ainda mais dinamicidade e interação. Finalmente, através da máquina, como afirmou Walter Benjamin, “a auto-alienação humana encontrou um aplicação altamente criadora”.
Azevedo_77

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sábado, 2 de maio de 2009

DOU PORQUE EU QUERO

Postado por baudelaire69

http://blog.uncovering.org/archives/uploads/2008/08011001_blog.uncovering.org_courbet.jpg

A origem do mundo - Coubert

Estava meio desanimado por um tempo e não sabia o que me afetava, mas já algum tempo, não tenho muito tempo pra pensar. Então essas garrafas de vinho(no meio da tarde) me deixaram fora do meu espaço, acho que estava embriagado... Fiquei bebâdo por um momento, como venho ficando, a olhar pra tela do computador e procurar alguma coisa pornográfica. Mas encontrei algo interessante... olhando em alguns links perdidos no (m)eu computador achei uma poesia que na época achei bem interessante de uma tal, "Medusa impune", a poesia chama - Perdendo a virgindade, e fiquei impressionado com a proliferação de "blogs" como esse onde pessoas estão produzindo materiais literários todos os dias. Acho que em breve montarei um também, mas só depois da ressaca...

Perdendo a virgindade

A verdade
É que eu não sou a virgem pura
Que lhe pareço ser.

Este mundo já me fodeu tanto
Que seria uma puta hipocrisia
Dizer o contrário.

Mas foi só agora,
Que percebi todo esse sangue,
Já seco e duro,
Quebrando o lençol.

Tanto vermelho!
Já vinho,
Já negro...
Me faz crer que pereci
De agudas dores.
Mas, na hora,
Eu nem senti.

Acho que foi isso
Que o fez voltar todas as noites:
A minha ignorância.

Sinto muito, meu amor,
Mas eu não sou mais sua inocente prostituta.
Agora,
Eu dou porque quero.


Patrícia Colmenero,
A Medusa impune.

Fica ai o blog dela , caso se interessem...
http://medusaimpune.blogspot.com/search?updated-min=2008-01-01T00%3A00%3A00-08%3A00&updated-max=2009-01-01T00%3A00%3A00-08%3A00&max-results=19

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